A poliureia tornou-se, nos últimos anos, uma das soluções mais indicadas para impermeabilização e proteção de suportes — de coberturas, terraços e varandas a pontes, túneis e ETARs. A razão é simples: comparada com sistemas tradicionais, oferece uma estrutura monolítica (sem juntas), uma cura e colocação em serviço muito mais rápida, elevada elasticidade, excelente resistência mecânica e química com elevada durabilidade. Mas nem toda a poliureia é igual, e escolher o sistema certo depende de fatores como o tipo de suporte, às condições climatéricas, o prazo da obra e o meio de aplicação disponível. Neste artigo explicamos as principais diferenças entre poliureia a frio e a quente, e em que situações cada uma faz mais sentido.
Poliureia a quente: projeção mecânica a quente para grandes desafios
Quando a obra exige resistência extrema, cura em segundos ou grandes áreas impermeabilizadas em pouco tempo, os sistemas de poliureia a quente são os mais indicados. Estes são aplicados exclusivamente por equipamentos de projeção de alta pressão com os dois componentes de poliureia e a mangueira aquecidos a temperaturas elevadas e sob pressões específicas, manuseados por profissionais.
Conheça também os equipamentos para projeção da GAMA


Impermax Polyurea H Flex, é uma poliureia híbrida destina-se a impermeabilização de coberturas de armazéns, terraços, estruturas de betão e tabuleiros de pontes, espuma de poliuretano, cisternas de água não potável, contenção secundária, balsas, aterros, túneis e canais. A cura é praticamente instantânea — dureza ao tato em segundos, resistência à chuva ao fim de 15 minutos e tráfego ligeiro possível já ao fim de 1 hora. Tem o exigente certificado de impermeabilização de pontes e viadutos.
Impermax Polyurea H Flex Alum partilha as mesmas condições de aplicação e cura do H Flex, mas distingue-se pelo acabamento em alumínio metalizado, indicado sobretudo para coberturas industriais, grandes espaços comerciais onde se pretende o acabamento estético final duradouro.
Rayston Fire E é a resposta para obras onde a resistência ao fogo é um requisito crítico — estruturas de betão interiores e exteriores (como túneis), estruturas metálicas e espuma isolante de poliuretano com um certificado ao fogo de Bs2d0. Trata-se de um sistema tricomponente, que inclui um retardante de chama em pó, e gela em apenas 6 a 8 segundos a 25°C, permitindo tráfego pedonal ao fim de 15 minutos

Rayston Spray D50 foi desenvolvido para os ambientes mais agressivos: tanques com químicos, ETARs, digestores de biogás, piscinas e barreiras contra radão e metano, além da proteção do betão contra a carbonatação. É uma poliureia pura, sem cargas nem solventes, com um pot life ultracurto de apenas 4 segundos a 25°C. Esta poliureia tem certificado de barreira ao gás radão.
Poliureia a frio: aplicação manual, sem equipamento de projeção
Os sistemas a frio foram desenvolvidos precisamente para dispensar equipamento de projeção especializado, podendo ser aplicados com rolo ou talocha. São, por isso, uma opção acessível para obras de menor dimensão ou onde a logística de projeção a quente não é viável.

Impermax Cold Polyurea é uma poliureia bicomponente de aplicação a frio, indicada para coberturas planas (incluindo coberturas invertidas tipo “blue-roof”), varandas, terraços, estruturas de betão expostas ao exterior e reparação de membranas de poliureia aplicadas a quente. Exige um suporte entre 10 e 40°C, com humidade inferior a 4%, e tem um pot life muito curto — apenas 60 minutos a 23°C, reduzindo-se a 30 minutos a 35°C. A cura é extremamente rápida: seca ao toque em cerca de 1 hora a 35°C e em 1,5 horas a 23°C.
Na prática, a Cold Polyurea é a escolha mais indicada para trabalhos de inverno, já que cura mais depressa e resiste melhor à humidade. Com certificado ETE a 25 anos de vida útil (W3).
Observação: Uma alternativa para aplicações no verão, é Impermax ST, é uma membrana de poliuretano, monocomponente e mais simples de aplicar manualmente. Porém com um tempo de cura mais lento.
Resumo
| Produto | Foco principal | Dureza (Shore) | Certificado EPD | Certificações especiais | Cura (tempo de gel) | Colocação em serviço |
| Impermax Cold Polyurea | Impermeabilização a frio de coberturas planas/varandas, reparação de poliureia a quente | 75A | – | ETE 17/0509, BBA 11/4836, Broof(t4), resist. raízes CEN/TS 14416 | Seco ao toque: 1h (35°C) a 7h (5°C) | Não especificado (pot life 30–180 min) |
| Impermax Polyurea H Flex | Estruturas de betão, tabuleiros de pontes, cisternas, túneis, barragens | 90A / 40D | Não referido | ETE 21/0740, ATG (Bélgica) 3247, DIN 4102-1 B2 | 8-9s (25°C) / 4-6s (60°C) | Chuva: 15 min / Tráfego ligeiro: 1h |
| Impermax Polyurea H Flex Alum | Igual ao H Flex, mas telhados/terraços expostos (sem necessidade de capa alifática) | 88A / 42D | Não referido | ETE 21/0740, DIN 4102-1 B2 | 8-9s (20°C) / 4-6s (60°C) | Chuva: 15 min / Tráfego ligeiro: 1h |
| Rayston Spray D50 | Barreira a gás radão/metano, tanques químicos agressivos, carbonatação do betão | 55D | Não referido | Marcação CE EN 1504-2, resist. raízes CEN/TS 14416 | 4s (25°C) / 3s (60°C) | Chuva: 5 min / Tráfego pedonal: 1h |
| Rayston Fire E | Alta resistência ao fogo (túneis, estruturas betão/metal) | 92-95A / 35-40D | Sim — EPD-IES-0019755 | Reação ao fogo EN-13501-1: B-s2-d0 | 6-8s a 25°C | Chuva: 15 min (pedonal >15 min / tráf. ligeiro >8h / cura total >24h) |
| Polyurea Rayston | Infraestruturas hidráulicas, ETARs, H₂S, barreira a radão, água potável | 87A / 35D | Sim — EPD-IES-0020897 | ETE 16/0148, BBA 18/5582, WRAS (água potável), migração p/ bebidas alcoólicas | 4s (25°C) / 3s (60°C) | Chuva: 10 min |
Todas as membranas apresentadas são da fabricante Krypton Chemical
Como escolher o sistema certo?
A escolha entre poliureia a frio e a quente — e entre os diferentes produtos dentro de cada família — depende essencialmente de três fatores: a dimensão e urgência da obra, as condições climatéricas no momento da aplicação e a exposição a agentes químicos, fogo ou tráfego intenso. Para pequenas intervenções e reparações pontuais, os sistemas a frio oferecem simplicidade e menor investimento em equipamento. Para grandes áreas, prazos apertados ou ambientes exigentes do ponto de vista químico ou resistência à abrasão, os sistemas a quente projetados mecanicamente garantem desempenho e durabilidade superiores.

Em qualquer dos casos, o acompanhamento técnico especializado é essencial para garantir que o sistema escolhido é compatível com o suporte, as condições ambientais e os requisitos específicos de cada obra — e é aqui que a Globalpur faz a diferença. A nossa equipa acompanha o aplicador em todas as fases do projeto: desde a avaliação do suporte e das condições da obra, até à definição das necessidades reais do projeto e do cálculo das quantidades de produto necessárias, evitando desperdícios e paragens desnecessárias. Além disso, damos apoio direto durante a própria aplicação em obra, e disponibilizamos formação especializada para que os aplicadores dominem cada sistema com confiança e segurança. Este acompanhamento próximo, do primeiro contacto até à conclusão da obra, é o que garante resultados duradouros e a tranquilidade de saber que há sempre uma equipa especializada disponível para apoiar.
Todas as fotografias de obras apresentadas neste artigo foram realizados por clientes aplicadores da Globalpur, com produtos e apoio técnico da Globalpur.



